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sexta-feira, 4 de abril de 2014

ANTÓNIO MARIA MADEIRA GONÇALVES FAGULHA

António Fagulha junto da sua obra, "Paisagem"

António Fagulha nasceu em Azinhaga do Ribatejo, em 14 Set 1945.

Autodidacta, fez várias exposições em Azinhaga, Golegã e Lisboa, e participou em duas exposições colectivas em Santarém, uma no WShoping e outra no Espaço Iluminarte.

Desde a infância tomou o gosto pelo desenho, mas é na adolescência, incentivado... por professores da Escola Industrial e Comercial de Santarém, que começa a desabrochar com temas diversos.

Recorda com alguma satisfação os dias em que os professores o mandavam ir desenhar para as Portas do Sol ou para a Igreja da Graça. É com carinho que ainda hoje guarda em sua casa desenhos da Escola Primária e do Ciclo Preparatório.

Tinha 17 anos quando fez o seu primeiro quadro a óleo. Na vida militar, em Moçambique, após vários meses no mato, foi transferido para o Quartel-general em Nampula, para a Secção de Engenharia, onde recebeu um louvor pelos trabalhos aí efectuados, um dos quais foi uma pintura, num mapa, da futura albufeira originada pela Barragem de Cahora Bassa. Foi a primeira vez que alguém o fez.

Após regressar à Metrópole, nos tempos livres nunca se desligou dos pincéis e das tintas. Fez muito teatro amador e como tal pintava também os cenários.

Pintou retrato, diversos pratos em porcelana e em madeira, pedras, placas de publicidade. Pintou e restaurou arte-sacra, fez esculturas em ferro e desenhou letras para diversos fins.

Apresentou dois trabalhos na Expo 98 e ganhou um concurso para o emblema de um grupo desportivo de futebol.

Pintou e desenvolveu letras com cerca de um metro de altura para uma empresa de construção civil, pintadas no próprio edifício. Conta que foi o trabalho mais difícil, porque trabalhou em andaimes e por azar sofre de acrofobia – medo das alturas.

Hoje, com 66 anos de idade, recorda que a sua vida não foi sempre um mar de rosas, mas em compensação a Força Divina ofereceu-lhe um passatempo, uma ocupação, um escape que lhe limpava o cérebro das diabruras da vida e assim, por um lado embrenhava-se na pintura e, como amante da natureza, retratava paisagens que lhe davam a paz e tranquilidade de que tanto necessitava. Por outro lado escrevia prosa e poesia para se desviar de pensamentos negativos. Não foi por acaso que o escritor etnógrafo Augusto Barreiros o apelidou de pintor-poeta.

Os seus dois filhos possuem cerca de 30 quadros de sua autoria, onde impera o abstrato.
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